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Ainda que eu falasse a língua dos homens.
E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.
É só o amor, é só o amor.
Que conhece o que é verdade.
O amor é bom, não quer o mal.
Não sente inveja ou se envaidece.
O amor é o fogo que arde sem se ver.
É ferida que dói e não se sente.
É um contentamento descontente.
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer.
É solitário andar por entre a gente.
É um não contentar-se de contente.
É cuidar que se ganha em se perder.
É um estar-se preso por vontade.
É servir a quem vence, o vencedor;
É um ter com quem nos mata a lealdade.
Tão contrário a si é o mesmo amor.
Estou acordado e todos dormem todos dormem todos dormem.
Agora vejo em parte. Mas então veremos face a face.
É só o amor, é só o amor.
Que conhece o que é verdade.
Uma vez, um sábio chinês e seu discípulo vistaram ao longe um casebre, em uma de suas andanças. Ao se aproximar, notaram que, a despeito da extrema pobreza do lugar, a casinha era habitada.
Naquela área desolada, sem plantações nem árvores, viviam um homem, uma mulher, seus três filhos pequenos e uma vaquinha magra e cansada. Com fome e sede, o sábio e o discípulo pediram abrigo por algumas horas. Foram bem recebidos. A certa altura, enquanto se alimentava, o sábio perguntou:
- Este é um lugar muito pobre e longe de tudo. Como vocês sobrevivem?
- O senhor vê aquela vaca? Dela tiramos todo o nosso sustento – disse o chefe da família.
- Ela nos dá o leite, que bebemos e também transformamos em queijo e coalhada. Quando sobra, vamos à cidade e trocamos o leite e o queijo por outros alimentos. É assim que vivemos.
O sábio agradeceu a hospitalidade e partiu. Nem bem fez a primeira curva da estrada, disse ao discípulo:
- Volte lá, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali em frente e atire-a lá pra baixo.
O discípulo não acreditou.
- Não posso fazer isso, mestre! Como pode ser tão ingrato? A vaquinha é tudo o que eles têm. Se eu jogá-la no precipício, eles não terão como sobreviver. Sem a vaca, eles morrem!
O sábio apenas respirou fundo e repetiu a ordem:
- Vá lá e empurre a vaca no precipício.
Indignado porém resignado, o discípulo voltou ao casebre e, sorrateiramente, conduziu o animal até a beira do abismo e o empurrou.
Alguns anos se passaram e durante esse tempo o remorso nunca abandonou o discípulo. Num certo dia de primavera, moído pela culpa, abandonou o sábio e decidiu voltar àquele lugar. Queria ver o que tinha acontecido com a família, ajudá-la e pedir desculpas, reparar seu erro de alguma maneira.
Ao fazer a curva da estrada não acreditou no que seus olhos viram. No lugar do casebre desmazelado havia um sítio maravilhoso, com muitas árvores, piscina, carro importado na garagem, antena parabólica. Perto da churrasqueira, estavam três adolescentes robustos comemorando com os pais a conquista do primeiro milhão de dólares. O coração do discípulo gelou. O que teria acontecido com a família? Decerto, vencidos pela fome foram obrigados a vender o terreno e ir embora. Nesse momento, pensou o aprendiz, devem estar mendigando em alguma cidade. Aproximou-se, então do caseiro e perguntou se ele sabia o paradeiro da família que havia morado lá há alguns anos.
- Claro que sei. Você está olhando para ela! – disse o caseiro, apontando as pessoas ao redor da churrasqueira.
Incrédulo, o discípulo afastou o portão, deu alguns passos e, chegando perto da piscina, reconheceu o mesmo homem de antes, só que mais forte e altivo, a mulher mais feliz, as crianças, que haviam se tornado adolescentes saudáveis. Espantado, dirigiu-se ao homem e disse:
- Mas o que aconteceu? Eu estive aqui com meu mestre uns anos atrás e este era um lugar miserável, não havia nada. O que o senhor fez para melhorar tanto de vida em tão pouco tempo?
O homem olhou para o discípulo, sorriu e respondeu:
- Nós tínhamos uma vaquinha, de onde tirávamos nosso sustento. Era tudo o que possuíamos, mas um dia ela caiu no precipício e morreu. Para sobreviver, tivemos que fazer outras coisas, desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos. E foi assim, buscando novas soluções, que hoje estamos muito melhor que antes…
Então, amigos, o conselho do velho mestre: Reflitam sobre suas vidas a cada dia, honestamente, retirando todas as coisas que acontecem porque é mais fácil ou porque já estão acostumados. Tentem encontrar novas soluções para velhos problemas. E prossigam sempre, sem estagnar.
Uma vez, um sábio chinês e seu discípulo vistaram ao longe um casebre, em uma de suas andanças. Ao se aproximar, notaram que, a despeito da extrema pobreza do lugar, a casinha era habitada.
Naquela área desolada, sem plantações nem árvores, viviam um homem, uma mulher, seus três filhos pequenos e uma vaquinha magra e cansada. Com fome e sede, o sábio e o discípulo pediram abrigo por algumas horas. Foram bem recebidos. A certa altura, enquanto se alimentava, o sábio perguntou:
- Este é um lugar muito pobre e longe de tudo. Como vocês sobrevivem?
- O senhor vê aquela vaca? Dela tiramos todo o nosso sustento – disse o chefe da família.
- Ela nos dá o leite, que bebemos e também transformamos em queijo e coalhada. Quando sobra, vamos à cidade e trocamos o leite e o queijo por outros alimentos. É assim que vivemos.
O sábio agradeceu a hospitalidade e partiu. Nem bem fez a primeira curva da estrada, disse ao discípulo:
- Volte lá, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali em frente e atire-a lá pra baixo.
O discípulo não acreditou.
- Não posso fazer isso, mestre! Como pode ser tão ingrato? A vaquinha é tudo o que eles têm. Se eu jogá-la no precipício, eles não terão como sobreviver. Sem a vaca, eles morrem!
O sábio apenas respirou fundo e repetiu a ordem:
- Vá lá e empurre a vaca no precipício.
Indignado porém resignado, o discípulo voltou ao casebre e, sorrateiramente, conduziu o animal até a beira do abismo e o empurrou.
Alguns anos se passaram e durante esse tempo o remorso nunca abandonou o discípulo. Num certo dia de primavera, moído pela culpa, abandonou o sábio e decidiu voltar àquele lugar. Queria ver o que tinha acontecido com a família, ajudá-la e pedir desculpas, reparar seu erro de alguma maneira.
Ao fazer a curva da estrada não acreditou no que seus olhos viram. No lugar do casebre desmazelado havia um sítio maravilhoso, com muitas árvores, piscina, carro importado na garagem, antena parabólica. Perto da churrasqueira, estavam três adolescentes robustos comemorando com os pais a conquista do primeiro milhão de dólares. O coração do discípulo gelou. O que teria acontecido com a família? Decerto, vencidos pela fome foram obrigados a vender o terreno e ir embora. Nesse momento, pensou o aprendiz, devem estar mendigando em alguma cidade. Aproximou-se, então do caseiro e perguntou se ele sabia o paradeiro da família que havia morado lá há alguns anos.
- Claro que sei. Você está olhando para ela! – disse o caseiro, apontando as pessoas ao redor da churrasqueira.
Incrédulo, o discípulo afastou o portão, deu alguns passos e, chegando perto da piscina, reconheceu o mesmo homem de antes, só que mais forte e altivo, a mulher mais feliz, as crianças, que haviam se tornado adolescentes saudáveis. Espantado, dirigiu-se ao homem e disse:
- Mas o que aconteceu? Eu estive aqui com meu mestre uns anos atrás e este era um lugar miserável, não havia nada. O que o senhor fez para melhorar tanto de vida em tão pouco tempo?
O homem olhou para o discípulo, sorriu e respondeu:
- Nós tínhamos uma vaquinha, de onde tirávamos nosso sustento. Era tudo o que possuíamos, mas um dia ela caiu no precipício e morreu. Para sobreviver, tivemos que fazer outras coisas, desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos. E foi assim, buscando novas soluções, que hoje estamos muito melhor que antes…
Então, amigos, o conselho do velho mestre: Reflitam sobre suas vidas a cada dia, honestamente, retirando todas as coisas que acontecem porque é mais fácil ou porque já estão acostumados. Tentem encontrar novas soluções para velhos problemas. E prossigam sempre, sem estagnar.
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Um conjunto de procedimentos determina Cargos, Funções e Salários. Torna-se fundamental identificar a realidade do empregador, assim como as necessidades, diretrizes, visão, missão, projeção de mercado, metas e valores que envolvem a Cultura e o Clima Organizacional de uma empresa. Conhecer as políticas da organização também engloba descrever as Remunerações, os Benefícios, os Incentivos, a preocupação o Plano de Carreira e o Desenvolvimento Profissional e Pessoal de seus colaboradores. Funcionários contratados e candidatos potencialmente aptos devem entender de forma honesta e clara seu campo de atuação para que se comprove atração pelo exercício profissional. Critérios bem definidos de Descrição de Cargos e Salários estabelecem um roteiro capaz de auxiliar todo o processo de Recrutamento, Seleção, Treinamento, Capacitação, Desenvolvimento e Retenção de Talentos. Tal descrição deve contar com a colaboração dos Gestores de Recursos Humanos, Gestores em geral, Gerentes, Coordenadores, Líderes, Supervisores de Linha e Encarregados de Produção para Análise de Cargos e Funções e Definição de Perfil desejado. Todos os ramos de atuação devem estar integrados e envolvidos como forma de estratégia de sobrevivência no mundo atual, visando à importância da adaptabilidade necessária e proativa às mudanças inevitáveis. Devemos considerar também que de acordo com autores como Mário Persona, o Plano de Carreira não obedece mais a lentidão do passando porque hoje funciona de forma multifacetada, veloz e dinâmica exigindo maior criatividade. É preciso sensibilidade, observação, simplicidade, flexibilidade e disponibilidade para a mudanças que podem trazer vantagens e exigem a observância de saber correr riscos para alcançar satisfação no mercado competitivo atual.
Compreende-se como Cargo o conjunto de funções semelhantes com suas devidas tarefas relacionadas. Sendo Funções o conjunto de tarefas atribuídas ao Cargo. Tarefas são o conjunto de procedimentos de esforço físico ou mental exercidos. O salário é o conjunto de remunerações básicas recebidas pela atuação em determinado cargo. A Carreira se refere a mobilidade e ou a estabilidade ocupacional, sugerindo um caminho gradual estruturado e organizado no tempo e no espaço relacionado-o a uma seqüência de atitudes, comportamentos e experiências envolvendo uma série de estágios e a ocorrência de transições que refletem necessidades, motivos e aspirações individuais e expectativas e imposições da organização e da sociedade.
Para elaborar a descrição de um cargo é preciso detalhar “o que” se faz, “como” se faz, “porque” e “para que” se faz em determinada ação para a realização do exercício do trabalho. É importante considerar o nível de conhecimento, complexidade e responsabilidade exigidos. Incentivar o aprimoramento destas ações aumenta a eficiência e eficacia na realização de tarefas. Por isso, estudos e treinamentos e todo o tipo de informação e formação, teórica e prática, auxiliam na capacitação e especialização profissional.
Subsidiado pela definição de cargos e salários e correlacionando-o a realidade da empresa, torna-se possível estabelecer um Plano de Carreiras. Projetos de Carreiras são importantes para captar e manter talentos humanos nas organizações motivando experiências necessárias para aproveitar oportunidades de desenvolvimento profissional e pessoal e alcançar metas. Os principais objetivos para o Planejamento de Carreiras está em desenvolver nas pessoas um espírito crítico em relação ao seu comportamento diante da carreira, estimular e dar suporte a um processo de auto-avaliação visando o planejamento individual, oferecer uma estrutura para a reflexão das pessoas sobre a realidade profissional e pessoal, e disponibilizar ferramentas para desenvolver objetivos de carreira e planos de ação e para monitorar a carreira ao longo do tempo.
O mundo globalizado não suporta processos longos e lentos como antigamente, uma visão estratégica deve embasar o Plano de Carreiras para evitar o engessamento do desenvolvimento da carreira fazendo com que um leque de alternativas seja aceito porque a mudança contínua é inevitável. Organizações complexas modernas estão rompendo paradigmas em gestão e em valores sociais. Processos de informação, comunicação, tecnologia, materiais e equipamentos dão agilidade e rapidez ao mercado impulsionando o tempo e gerando movimentos que exigem renovação, flexibilidade, adaptabilidade, decisões hábeas, abertura às novas possibilidades, aprendizados constantes, conhecimentos distintos e percepção para entender que é possível encontrar grandes analogias em atividades distintas. Durante as aulas da disciplina de Administração de Cargos e Carreira foi possível constatar o exemplo de Mário Persona, um arquiteto graduado que se tornou consultor de comunicação e marketing e escritor.
Para apresentarem-se aptas a desenvolver e manter estes diferenciais as organizações enfrentam o desafio de gerir pessoas dispostas a renovarem-se continuamente, administrar pessoas estacionadas e sem apetência por se desenvolverem profissionalmente, compatibilizar as expectativas e o rítmo de desenvolvimento pessoal com os da empresa e estimular e oferecer o apoio condizente com uma postura empreendedora e inovadora. A responsabilidade pela administração de carreiras deve ser vista como compartilhada entre empresa e as pessoas de forma engajada e comprometida com o gerenciamento de oportunidades, planejamento e resultados a serem alcançados.
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Crica Fonseca