Eu recomendo!
Crica Fonseca
Acredito na capacidade humana de buscar a autorealização se adequando às demandas do mercado de trabalho e aos métodos e técnicas de produção. Para isso é preciso adequar também o gerenciamento de pessoas envolvidas no processo, no ambiente organizacional, na produção de conhecimento, a qualidade dos bens de consumo e, principalmente, dar atenção especial aos que colaboram direta e indiretamente nos resultados obtidos pela empresa.
Inicialmente a Sociedade Tradicional, aonde se gastavam longos períodos para se obter o produto final ou o próprio acúmulo de informações, foi esmagada pela Sociedade Industrial, tornando mecânico o desempenho do trabalhador que por repetições trazia o lucro com menor custo ao dono da empresa. Sociólogos e outros estudiosos chamaram para reflexão sobre os danos causados pela revolução industrial e aquilo que deveria ser melhorado nas Relações Humanas que haviam se tornado contradições sociais desmerecendo o trabalhador e reduzindo o potencial criativo das pessoas motivadas pelo mísero “ganha-pão”.
Aos poucos a classe trabalhadora foi se organizando e conquistando direitos, assumindo deveres e aumentando o desejo e sua capacidade de consumo. Ao adquirir bens o capital pôde circular gerando ainda mais capital. O homem passou a ser valorizado por aquilo que ele seria capaz de comprar. O próprio conhecimento passou a ser uma mercadoria atualmente. Detentores de informações passam a ganhar maiores salários enquanto especialistas em determinadas áreas. Competências técnicas associada às habilidades específicas definem a nova jóia do mercado. Novos desafios surgem na Gestão e no aperfeiçoamento pessoal. A boa administração está relacionada a saber como conseguir o máximo no desempenho individual e em equipe.
Amedronta-me o fato das inquietudes do ser humano estarem banalizadas quando uns e outros não correspondem ao funcionamento de uma Sociedade Capitalista ou Pós-Capitalista buscando o valorizar-se com o que se “tem” e não o que se “é”. As conseqüências são as mais diversas; como a violência, o descaso com os estudos, a falta de oportunidade de empregos descentes, e a grande concentração de renda nas mãos da minoria nos países como o Brasil. E a prosperidade ainda desigual continua causando sofrimento aos menos favorecidos. A humanização das relações tão difundida está sendo mascarada e aqueles que poderiam mudar isso, assim como eu e você, estão parados e preocupados em absorver os benefícios que podemos ter individualmente e corresponder às duras requisições de nossas vaidades.
Crica Fonseca
As pérolas são raras por estarem ocultas no interior das conchas, tornaram-se o símbolo do conhecimento velado e da sabedoria. Pura e preciosa, porque é retirada de uma água lodosa, de uma concha grosseira, surge tão bela e tão límpida. A pérola é fruto do sofrimento. A ostra deixa-se penetrar por um simples grão de areia, a dor, que passa a irritar o seu corpo. A ostra é também uma artista extremamente paciente capaz de esperar anos para concluir a sua obra de arte, buscando sempre a perfeição, mas quase nunca a atingindo. Nessa sua labuta incansável vem brindando a humanidade com verdadeiras obras de arte. A essência da causalidade não se detém jamais, e a pérola estará para sempre brilhando. Não há ação ou pensamento que exista separadamente, mesmo nossa perplexidade ou preocupação. Conseqüentemente, inferimos que mesmo o ir e vir na Caverna dos Demônios da Montanha Obscura, nada mais vem a ser que a própria pérola resplandecente...Perde o sentido
Encontra um sentido
Descobre o sentido
Percorre o sentido
Sente.
Encontra-se um sentido
Os lugares, as pessoas.
Os livros, os filmes, os dias.
As músicas, os sonhos, os planos.
Cuidado com a realidade.
Descobre-se o sentido
Passo a passo crendo entender
Os animais, a natureza, a humanidade,
As idéias, ideais, caráter, personalidade.
Amigos, falsos e verdadeiros, as mãos, as costas.
Percorre-se o sentido
O amor, o ódio, a desilusão.
O sofrimento, a dor, o prazer.
A paixão, a loucura, a razão, o roxo
O vermelho, o preto e branco, o amarelo.
Te sentes então...
E perde o sentido
Encontra um sentido
Descobre o sentido
Percorre o sentido
Até que um dia conclui que não sabes de nada.
E tudo volta para o primeiro verso.
autor: Tico Sta Cruz (Detonaltas)
Para uma vida plenamente realizada o passo deve ir além do Ego, a doação deve ser algo maior. Não preciso com isso perder a noção de mim mesmo. Mas preciso parar de olhar apenas para mim mesmo.[...] Pois enquanto eu me considerar como ponto central, deixarei de ver o verdadeiro centro. [...] O mundo não gira ao meu redor, existem dimensões que me ultrapassam.
Deveríamos sempre tentar nos lembrar que as nuvens não são o céu. As nuvens se formam e se desfazem depois. Suas formas e cores se modificam. Em sua impermanência e ausência de estabilidade elas são um reflexo da própria vida.
Quando não olho com bastante consciência, perco o espetáculo único deste céu crepuscular, que só se mostra aqui e agora. O futuro nada é além de uma efêmera fantasia. Só este momento agora é verdadeiro. Não posso liquidá-lo, mas posso me impedir de vê-lo total e plenamente.
Fico assustado com a suposição de que muita coisa na minha vida é apenas um mal necessário, com o qual lido com a mesma negliência com que lido com uma porta.

Aprendi que cada passo nesse caminho tem o seu significado, que num certo sentido o próprio caminho já é o objetivo.Sexualidade na Infância e na Adolescência
(Autora: Crica Fonseca)
Falar sobre Sexualidade atualmente é muito mais que responder perguntas embaraçosas de nossas crianças, orientar sobre métodos contraceptivos e dar aula de anatomia para adolescentes durante o período letivo. É preciso compreender a complexidade do desenvolvimento físico, emocional, sociocultural, e principalmente, como as experiências vividas por cada indivíduo influenciam no seu comportamento sexual. A vivência da sexualidade depende de um conjunto de fatores que mesmo quando são comuns a um determinado grupo não é interiorizada subjetivamente da mesma forma por todos. A permissividade, a proibição, a afetividade, as regras de comportamento moral e religioso, o histórico familiar, o acesso às informações e critérios de orientação sexual são influenciados pela diversidade e a pluralidade nas relações. E o que fazer quando pessoas diferentes precisam conviver com um tema tão polemico? Aceitar a possibilidade da diferença, seja ela qual for, já é um primeiro grande passo.
A qualidade da informação obtida sobre o tema é uma outra barreira a ser derrubada. Existem vários mitos, crendices e dúvidas que os próprios adultos carregam ao longo da vida e direta ou indiretamente passam para as crianças e adolescentes. Estes pequenos acabam se deparando com um material fantasioso e não correspondente às necessidades deles, o que faz com que eles procurem alguma outra resposta em fontes menos confiáveis. O conhecimento sobre o assunto não se dá por especulação. Portanto; leia, pesquise, pergunte e procure fontes seguras para entender o que já foi descoberto pela ciência médica, comportamental e social. Busque também as leis estabelecidas no país para controlar abusos e, principalmente, preservar os direitos da criança e do adolescente.
Incite a dúvida, tenha abertura para conversas informais, realize projetos e campanhas, escreva informativos e não torne o sexo um tabu. Mais cedo ou mais tarde eles entraram em contato com isso, é melhor que seja feito de forma natural porque isso é efetivamente inato ao seu humano. A curiosidade e o interesse surgem aos poucos, converse aos poucos também. Fale sobre isso com crianças e adolescentes, veja que eles podem conversar de forma madura sobre o tema quando o adulto se coloca de forma consciente e tranqüila. Aproveite situações inesperadas para avaliar e orientar aqueles que estão entrando em contato pelas primeiras vezes com algo que fará parte do resto da vida deles.
Não se esconda ou passe a responsabilidade para os outros, tenha boa vontade! Aprenda a lidar com isso de forma leve, mesmo que nunca ninguém tenha lhe ensinado antes. Como adulto você pode aprender sobre o assunto e melhorar muito suas relações. Busque também as suas respostas e tente entender porque determinados assuntos lhe incomodam tanto. Será que o problema não está em você? Por que é tão difícil falar sobre sexo? Como você obteve informações sobre Sexualidade Humana? Quais são seus conceitos e preconceitos? Você tem direito a interiorizá-los a sua maneira, mas não pode negar que pensamos e agimos diferentemente. Você tem respeitado o outro _criança, adolescente ou adulto, como ele realmente é? Ou tem tentado impor suas vontades e necessidades àqueles que convivem com você? Do que você tem medo?
Estabeleça regras claras para a convivência social, crianças e adolescentes se sentem mais seguros quando se percebem amparados por comandos diretos e justos. Desenvolva seu bom senso, questione-se e coloque-se no lugar daquele que deve obedecer a sua ordem. Seja coerente e cumpra os “combinados” /acordos para que se possa exigir o mesmo deles. Isso vale para todos os grupos de convivência, desde a família até a escola. Respeite, evite brincadeiras de mau gosto sobre o tema. Não desmereça o sofrimento, mesmo quando lhe pareça ingênuo e tolo. Cuide da sua postura enquanto pai, professor, educador e/ou qualquer outro papel de “cuidador”, zelando pelo respeito mútuo.
O adulto na maioria das vezes é um modelo para os mais novos, sentimentos ambíguos podem surgir como o de amor e ódio. Assim eles vão montando o quebra-cabeça na formação de sua personalidade. Alguns comportamentos e valores serão imitados, outros aversivos. Você já se deu conta do quanto você é importante para seu filho (a), seu aluno (a), seu cliente, seu paciente, seu amiguinho (a) mais novo (a), seu irmão (a) menor, seu sobrinho (a), seu afilhado (a) ou aquele visinho (a) que está sempre andando de bicicleta quando você sai da garagem? Seu sorriso pode ser um presente, imagine uma palavra certa na hora certa! Seu poder de influência talvez seja muito maior do que você possa imaginar.
Crica Fonseca