Botas Salto Agulha

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terça-feira


Meu desejo de Natal e para Ano Novo

(autor desconhecido)
Desejo que neste Natal, antes de você perceber Jesus nas luzinhas que piscam pela cidade, você O encontre primeiramente em seu coração.

E, à frente de qualquer palavra que expresse seu desejo de um feliz Natal, O encontre em suas ações.

Que você O encontre não só na alegria que sente ao sair das lojas com presentes para as pessoas que você ama, mas também na feição triste da criança abandonadanas ruas, na qual muitas vezes você esbarra apressadamente.

Que você encontre Jesus no momento em que pegar nas mãozinhas delicadasde seu filho, lembrando-se das mãozinhas pedintes, quase sempre sujas de calçada,que só sabem o que significa rudeza.

Que você O encontre no abraço de um amigo, lembrando-se dos tantos que só têm a solidão como companheira.

Que você O encontre na feição do idoso da sua família, lembrando-se daqueles que tanto deram de si a alguém, e hoje são esquecidos até pela sociedade.

Que você O encontre na lembrança suave e sempre viva daquela pessoa querida que já não está mais fisicamente ao seu lado, lembrando-se daqueles que já nem se recordam mais quem foram, enfraquecidos pelo vazio de suas vidas.

Que você encontre Jesus na bênção de sua mesa farta e no aconchego de sua família, lembrando-se daquelesque mal alimentam-se do pão e sequer um lar têm.

Que você O encontre não apenas no presente que troca, mas principalmente na vida que Ele lhe deu como presente.

Que você lembre-se, então, de agradecer por ser uma pessoaprivilegiada em meio a um mundo tão contraditório!

Que você também encontre Jesus à meia- noite do dia 31e sinta o mistério grandioso da vida, que renasce junto com cada ano.

Então festeje...

Festeje o ano que acabou não apenas como dias que se passaram, e sim como mais um trecho percorrido na estrada da sua vida!

Festeje a alegria que lhe extasiou e a dor que lhe fez crescer!

Festeje pelo bem que foi capaz de fazere pelo mal que foi capaz de superar!

Festeje o prazer de cada conquistae o aprendizado de cada derrota!

Festeje por estar aqui!

Festeje a esperança no ano que se inicia, no amanhã!

Festeje a vida!

Abra os braços do coração para receberos sonhos e expectativas do ano novo.

Rodopie... Jogue fora o medo, sinta a vida!...

Sonhe, busque, espere... Ame e reame!

Deixe sua alma voar alto... Pegar carona com os fogos coloridos.

Mentalize seus desejos mais íntimos e acredite: eles também chegarão ao céu!

Irão se misturar às estrelas, irão penetrar no Universoe voltarão cheios de energia para tornarem-se reais.

Basta você querer de verdade, ter fé e nunca,
NUNCA desistir deles!

E que seu ano seja, então, plenificado de bênçãos e realizações.



Feliz Natal e Próspero Ano Novo!!!
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sábado

Holocausto Infantil

(Moacyr Scliar)

“Os laços afetivos desencadeiam emoções verdadeiramente vulcânicas. O ódio a uma pessoa próxima muitas vezes é de tal ordem que inevitavelmente leva ao crime”.

Numa carta famosa, Albert Einstein perguntou a Freud como explicar o fato de que, nas guerras, uma minoria consiga arrastar povos inteiros para o conflito e a desgraça. Freud respondeu de maneira igualmente famosa, mencionando duas forças que coexistem no ser humano: o instinto de vida, Eros, que, partindo do amor e da sexualidade, busca preservar a existência; e a pulsão da morte, inata dentro de cada um de nós. Esta última passou a ser designada por Tânatos, que, na mitologia grega, simbolizava a morte. Tânatos era irmão gêmeo de Hipnos, o deus do sono _ uma sugestão que a morte é apenas um passo, ainda que decisivo, na trajetória dos seres vivos.

Freud tinha boas razões para pensar na morte. Afinal, ele viveu a Primeira Guerra Mundial, com seus medonhos massacres; e viu a ascensão do nazismo, desencadeador de uma guerra que ele, no entanto, não chegou a presenciar: morreu exatamente no mês e no ano em que ela teve início, setembro de 1939.

Essas coisas nos vêm à mente neste momento em que o país todo discute, não raro com revolta e indignação, o assassinato da menina Isabella. A pergunta que nos atormenta é mais do que óbvia: como alguém pode matar uma criança, uma criaturinha fraca, indefesa, que mal começou a viver? É possível o ser humano fazer uma coisa dessas?

É possível, diz Freud. Aliás, não só ele. O tema do assassino movido pela forte emoção aparece já no começo daquele que é um texto fundamental de nossa cultura, a Bíblia. O primeiro crime é praticado pelo irmão da vítima, movido por uma cega inveja. E esse tema será constante na mitologia, no drama grego. Sinal de que corresponde a uma realidade. Uma realidade ainda mais dolorosa no caso dos crimes de sangue em que pessoas matam apesar dos laços afetivos que unem, por exemplo, pais e filhos.

Apesar dos laços afetivos? Não, justamente por causa dos laços afetivos. Os laços afetivos desencadeiam emoções verdadeiramente vulcânicas. O ódio a uma pessoa próxima muitas vezes é de tal ordem que inevitavelmente leva ao crime. Trata-se de uma tensão absolutamente insuportável. E aí podemos compreender o assassinato de pais, irmãos, esposos _ de filhos. O parricídio é um exemplo. Na tragédia de Sófocles, Édipo mata o pai aparentemente por uma fatalidade. Mas será que foi mesmo fatalidade? Será, pergunta Freud, que isso mão corresponda a um impulso existente em todos nós?

Ao conceito de parricídio, o psicanalista argentino Arnaldo Raskovsky ajuntou ao filicídio, que é uma variável extrema do infanticídio, uma prática tão sóbria como antiga que obedecia a motivos vários, controle populacional, ilegitimidade, falta de condições para manter família, eliminação de crianças defeituosas (o que era comum em Esparta).

As estatísticas a respeito são impressionantes, mesmo em países avançados: no Canadá, por exemplo, os menores de 18 anos representam 17% dos homicídios, dos quais 76% praticado por um membro de família; geralmente matando um filho ou uma filha. O mesmo aconteceu na Suécia, na Dinamarca, No Reino Unido. Um verdadeiro holocausto infantil, resultante, na maior parte das vezes, de doença mental: mais da metade dos pais filicidas têm um diagnóstico psiquiátrico. A isso devemos acrescentar os maus-tratos infantis, dos quais muitas vezes resulta a morte da criança.

É medonho, mas é humano. Faz parte da nossa maneira de ser, é a materialização das fantasias que habitam os escuros de nossa mente. O processo civilizatório, diz Freud, consiste exatamente nisso, em domar os instintos, canalizando a agressividade para coisas como o trabalho. Pagamos um preço por isso, que é o preço da neurose; mas, convenhamos, é melhor elaborar nossos problemas na terapia, ainda que seja doloroso, do que descarregar nossa fúria de maneira cega.

segunda-feira



UNIVERSO PARALELO ESTá DENTRO DE NóS...
(Z�wish Samah- AH YUM HUNAB KU EVAN MAYA E MA HO!!)


MANIFESTO- POR LIVIE


O estado emocional que escolhemos é o êxtase. O alimento que escolhemos é o amor. O vício que escolhemos é a tecnologia.A religião que escolhemos é a música. A moeda que escolhemos é o conhecimento. A política que escolhemos é nenhuma. A sociedade que escolhemos é utópica apesar de sabermos que nunca será.
Vocês podem nos odiar. Vocês podem nos rejeitar. Vocês podem não nos entender. Vocês podem não estar cientes da nossa existência. Nós só esperamos que vocês não tentem nos julgar, porque nós nunca os julgaríamos. Nós nao somos criminosos. Nós não somos desiludidos. Nós não somos drogados. Nós não somos crianças ingênuas. Nós somos uma tribo enorme e global que transcende a lei do homem, a geografia física, e o própio tempo. Nós somos A Multidão. Uma Multidão.
Nós fomos primeiramente atraídos pelo som. A batida distante, tempestuosa, abafada e ecoante se comparava ao coração da mãe pulsando em seu útero de concreto, aço e fios elétricos. Nós fomos atraídos de volta a esse útero, e lá, no seu calor, umidade e escuridão, entendemos que somos todos iguais. Não somente na escuridão e para nós mesmos, mas para a mesma música que nos atinge e atravessa nossas almas: nós somos todos iguais. E em algum lugar por perto de 35Hz nós podíamos sentir a mão de Deus nasnossas costas, nos impulsionando para frente, nos impulsionando para fortalecermos nossas mentes, nossos corpos e nossos espíritos. Nos impulsionando para nos unirmos com a pessoa ao nosso lado compartilhando a alegria que sentimos ao criarmos essa bolha mágica que pode, por uma noite, nos proteger dos horrores, atrocidades e da poluição do resto do mundo. É nesse instante que nós nascemos. Nós continuamos nos encontrando nos clubs, ou galpões, ou construções que vocês abandonaram, e lá nós levamos vida por uma noite. Vida intensa, palpitante, vibrante em sua forma mais pura. Nesses espaços improvisados, nós procuramos nos desprender do peso da incerteza de um futuro que vocês não foram capazes de estabilizar e assegurar para nós.
Nós procuramos renunciar nossas inibições, e nos libertar das algemas e restrições que vocês nos impuseram para seu próprio bem. Nós procuramos reescrever a programação com que você tentou nos doutrinar desde que nascemos. Programação que nos manda odiar, que nos manda julgar, que nos manda rechearmo-nos nos mais próximo escaninho. Programação que até nos manda subir escadas pra vocês, pular por arcos, e correr em labirintos e em rodinhas de ratos. Programação que nos manda comer com a mais brilhante colher de prata que vocês usam para nos alimentar, ao invés de nos alimentarmos com nossas mãos capazes. Programação que nos manda fechar nossas mentes, ao invés de abri-las. Até que o sol se levante ofuscando nossos olhos e revelando a realidade de um mundo que vocês criaram para nós, nós dançamos intensamente com nossos irmãos e irmãs em celebração a nossa vida, a nossa cultura e aos valores em que acreditamos: Paz, Amor, Liberdade, Tolerância, Unidade, Harmonia, Expressão, Responsabilidade e Respeito.
O inimigo que escolhemos é a ignorância. A arma que escolhemos é a informação. O crime que escolhemos é quebrar e desafiar quaisquer leis que vocês achem que precisem criar para nos deter. Mas saiba que vocês podem estragar qualquer festa, em qualquer noite, em qualquer cidade, em qualquer país ou continente desse maravilhoso planeta, mas vocês nunca poderão estragar a festa toda. Você não tem acesso a esse botão, não importa o que façam. A música nunca silenciará. A batida nunca vai enfraquecer. A festa nunca terminará.Eu sou um humano, que ama a música e a vida; Eu sou um ser humano que é livre para escolher como, quando e com quem, e esse é meu manifesto.
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“As pessoas são tão belas quanto um Pôr-do-Sol quando as deixamos ser. Talvez possamos apreciar um Pôr-do-Sol justamente pelo fato de não podermos controlar.
Quando aprecio um Pôr-do-Sol não me ponho a dizer: Diminua um pouco o tom de laranja no canto direito, ponha um pouco mais de vermelho púrpura na base e use um pouco mais de rosa naquela nuvem. Não faço isso. Não tento controlar um Pôr-do-Sol. Olho com admiração a sua evolução [...].” (Carl Rogers)

quinta-feira

Volto Logo!

Vou viajar um pouquinho,
Voar por aí...


Seja sempre bem vindo(a)
e até a volta!!!


Crica Fonseca

quarta-feira

"Eu era jovem demais para saber amar...". (Pequeno Príncipe)

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O Pequeno Príncipe e Sua Rosa

As flores são fracas. Ingênuas. Defendem-se como podem.
Elas se julgam terríveis com seus espinhos...
Para que servem os espinhos?
Há milhões e milhões de anos que as flores fabricam espinhos.
E não será importante compreender porque perdem tanto tempo fabricando espinhos inúteis?
Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isso basta para que seja feliz quando as contempla.
Eu conheço uma flor única no mundo, e que num belo dia pode ser liquidada num só golpe.
Minha flor está lá, nalgum lugar...
Mas se um dia for arrancada bruscamente, é para mim, como se todas as estrelas se apagassem.
Sempre houvera flores muito simples, apareciam certas manhãs e já à tarde se extinguiam, e que não ocupavam lugar nem incomodavam ninguém.
Pude conhecer aquela flor que brotara num dia de um grão trazido não se sabe de onde.
Assisti à instalação de um enorme botão, mas a flor não acabava mais de preparar sua beleza, não queria sair, no radioso esplendor da sua beleza é que queria aparecer.
Era vaidosa, misteriosa, portanto, durara dias e dias...
Eis que numa bela manha, justamente à hora do sol nascer, havia-se afinal, mostrado.
Linda...
Não era modesta, mas era comovente.
Requeria cuidado.
Ela me afligia com sua mórbida vaidade.
Falando dos espinhos dissera:
_ Não sou uma erva má, perdoa-me!
Sob a noite coloquei-a sob a redoma.
Tomara a sério palavras sem importância, e me tornara infeliz.
Apesar de minha boa vontade, logo duvidara dela.
Não deveria tê-la escutado, bastaria olhar e aspirar o perfume da flor, mas eu não me contentava com isso.
Não soube compreender coisa alguma!
Devia tê-la julgado pelos atos, não pelas palavras.
Ela me perfumava e iluminava...
Não deveria jamais ter fugido.
Deveria ter-lhe adivinhado a ternura sob os seus pobres ardis.
São tão contraditórias nas flores!
Mas eu era jovem demais para saber amar.




(Antonie De Saint-Exupéry * Trecho Adaptado)

domingo

Mulher Maravilha


Personagens e suas Psicotapologias

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Ninguém é Normal na Terra do Nunca...

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[...] Quarta-feira à tarde, sala de espera lotada. Peter Pan tenta roubar a atenção de todos os presentes. O Homem de Lata permanece inerte em frente à televisão, como quem olha e não vê. Em outro canto, a Madrasta da Branca de Neve mastiga chicletes incessantemente e, vez por outra, dá uma olhadela num espelhinho para conferir a maquiagem. A porta se abre e o Burrinho Ió deixa o consultório todo satisfeito, com sua sonhada alta. Depois que passou a tomar um remedinho por dia, melhorou a relação com o Ursinho Pooh, Tigrão e companhia. Já pode administrar seus problemas sem auxílio terapêutico.

Esse não é mais um conto de fadas, mas poderia ser. O vislumbre de analisar os personagens infantis à luz da psicologia não é novo. Mas, pela primeira vez, foi divulgado um relatório completo sobre as patologias de vários deles. Em, O Lobo Mau no Divã (Ed. Best Seller), a pesquisadora Laura James conta, com bom humor, como a psicoterapia pode ser útil para sanar os distúrbios psicológicos e psiquiátricos de vários deles. E, surpreenda-se; em alguns casos, os atributos que levam alguns ao patamar de “o bonzinho da história” são, na verdade, resultados de uma neurose. [...].



Lobo Mau
Diagnóstico: Psicopatia

A inabilidade em seguir regras, combinada com a falta de empatia, pode levá-lo a arroubos de fúria bastante danosos a sociedade. A vida instintiva é seu ponto de apoio para cometer crimes: fundamenta-se em sua dieta carnívora para justificar assassinatos, falsidade ideologia e estelionato. Como é comum aos psicopatas, costuma estabelecer uma relação de confiança com as vítimas. Foi com perguntas aparentemente tolas que o lobo descobriu o itinerário de Chapeuzinho Vermelho, uma de suas vítimas. O sentimento de superioridade e a falta de remorsos também fazem parte da patologia. Sugere-se ainda uma tendência de distúrbios sexuais, especialmente pedofilia. A internação em uma prisão psiquiátrica seria uma medida razoável, em prol da sociedade.



Ursinho Pooh
Diagnóstico: Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH). Tipo Predominante Desatento.


Pooh tem uma extrema dificuldade em prestar atenção nos detalhes e em refletir sobre os fatos que o cercam. Como é natural da patologia, mantém um centro de atenção _ no caso, a comida. Consciente da tendência à distração, chega tomar nota dos acontecimentos e afazeres. Mas nem isso é capaz de organizar seus pensamentos. O transtorno que apresenta se opõe ao verificado no amigo Trigão, que também tem TDAH, mas tende ao tipo predominantemente hiperativo impulsivo. Ambos poderiam ser beneficiados com uma combinação de medicação e terapia comportamental. O principal ganho seria na realização de atividades cotidianas e uma melhor auto-estima.


Homem de Lata
Diagnóstico: Transtorno de Personalidade Esquizóide

A morte precoce dos pais e as seqüentes violências sofridas depois disso transformaram o Homem de Lata em uma pessoa incapaz de estabelecer vínculos afetivos, preferindo a solidão. O transtorno se enraizou quando ele passou a usar uma armadura para esconder os resultados das agressões. A inabilidade de interagir, típica do transtorno, não é sinal de ausência dos sentimentos, e sim dificuldade para vivenciá-los por insegurança. A situação é notoriamente desconfortável e chega a ser somatizada no corpo com articulações travadas e ausência de um coração. Buscar ajuda do Mágico de Oz oferece um prognóstico interessante, embora seja recomendável o auxílio de psicoterapia.



Cinderela

Diagnóstico: Necessidade de Aprovação Social

Agradar a todos que a cercam, indo contra os próprios sentimentos, fez com que ela tivesse um comportamento doentio. A patologia começou após a morte da mãe _ ela aceitou a madrasta e as irmãs de criação para não desapontar o pai. A reação dele, de não se opor aos mais tratos impostos à filha pela segunda mulher, marcaram a forma de Cinderela se relacionar com o mundo. Ela passou a ter uma percepção fragmentada se si mesma, com notável baixa auto-estima. A fragilidade emocional pode ser percebida pelo fato de ela ter aceitado se casar com único rapaz com quem se relacionou, após dois encontros (no baile e na devolução do sapato perdido na festa). A psicoterapia pode ajudar a reforçar a auto-estima e a abandonar relações de dependência. O aconselhamento de casal, em companhia do Príncipe Encantado, será imprescindível.



Autor: João Rafael Torres // Da equipe do Correio
Fonte: Revista do Correio [Correio Braziliense. Domingo, 9 de novembro de 2008. Ano 4. Nº 182]

terça-feira

Meu Príncipe Desencantado

(Crica Fonsca)
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Abandonou a donzela desamparada.
Foi destituído pela Princesa. Não obedeceu às ordens da Rainha.
Engraçou-se com a bruxa. E, virou sapo.

Para alguns, ele foi como um herói salvador retirando a mocinha de seu cruel destino. Pena que não nos foi revelado nos Contos de Fada as verdades sobre o depois da frase; “E, viverem felizes para sempre...” A realidade é dura e o herói tem suas frescuras! A princesa acaba a mercê de um homem que não sabe viver sem correr atrás de donzelas para salvá-las.

Tenho a impressão que ele passará o resto vida subindo torres de castelo, se embrenhando no mato, enfrentando dragões, pertencendo aos sonhos de moças solitárias que mais tarde se apaixonam fazendo tudo o que ele quer. Com o passar dos dias desaparece para dar o tempo de aumentar ainda mais a saudade da pessoa amada. Envolvendo-se em corridas, brigas, batalhas, cruzadas, competições e conquistas com seus amigos e companheiros de guerra. Por vezes ganha o corpo de uma mulher como recompensa. Haverá sempre alguém para deitar-se com ele, mesmo que apenas por uma noite.

Ele despertou o ódio e a inveja na bruxa que me amaldiçoou. Ela, quem se dizia minha amiga, sofreu o retorno dobrado do efeito de sua maldição mal feita. Fui perseguida por ela durante muito tempo. Ultimamente não há sinal da malvada e nem mesmo dele. Será que ela finalmente acertou a mão e o enfeitiçou? Será que ele foi capaz de ceder aos encantos da bruxa e ela resolveu me deixar em paz? Ela sabe ao certo o que fazer com a virilidade dos homens para se tornem escravos dos desejos obscuros de uma mulher.

A armadura de aço, pertencente ao bravo guerreiro, já fora derrubada por ela no passado. Não poderíamos ter certeza de que isso não viria acontecer mais uma vez. Eles, o príncipe e a bruxa, juntos já haviam conseguido fazer com que o verbo se fizesse carne, mas por fim ainda criança se tornou verbo novamente. Não sobreviveu entre os humanos. O filho deles morreu nas águas sendo levando pelas lendas encantadas do Reino dos Céus.

Pobre daquela que pensar ter sido eleita a rainha, embora eu já tenha querido fazer tudo para sê-lo. Nas noites frias de inverno e nas noites quentes de verão ela terá que se contentar com a lembrança de um alguém que só se faz presente para suprir as suas próprias necessidades de envolvimento. Vez em quando, ele recorrerá a esta mulher de amor maternal e que o trata de maneira especial.

A Rainha mãe já te o deserdou, colou um dos lindos irmãos no lugar dele, porque preferiu ser o primogênito ausente. Não são todas as mulheres que se deixam enganar em nome do amor, é preciso que este amor se faça presente. Eu poderia vir a me anular para manter a paz no meu reino, sendo esta uma causa nobre, mas só o faria se eu tivesse certeza que o Rei deste lugar é inteiramente meu e apenas nos meus braços viria descansar.

Atitudes nobres para com um príncipe desencantado não vão me levar a lugar algum. Eu gostaria muito de comunicar a ele, que se encontra desaparecido no momento, que coloquei o seu papel a disposição de outro que possa vir a aparecer na minha vida. Existem algumas verdades até então não reveladas, embora pressentidas e sentidas, por isso não o procuro e estou evitando-o.

Penso, sinceramente, que ele não apercebeu o quanto bagunçou a minha vida. Quebrou-se uma estrutura porque ela precisava ser quebrada. Porém, não há culpados nesta hora. Ele foi pra mim: o homem que me satisfez, me deixou louca de prazer, quem me fascinou e me fez não querer voltar à realidade. Teve-me sem restrições, e me deixou sorrindo atoa. Também foi o dono do meu pranto e da minha solidão porque não conheci no mundo outro que possa ser como ele.

Tirou-me o sono, me deixou preocupada, me irritou profundamente, me encontrou novamente e me encantou. Fez com que eu mentisse, por vezes pra mim mesma. Assustou-me. Me magoou e me abandonou quando eu mais precisei. Ditou as regras da relação, eu não consegui fazer oposições por medo de perdê-lo. Infelizmente, foi ele quem me perdeu para sempre.

Culpou-me e me pediu desculpas. Tornou-me cúmplice dos seus devaneios e da sua morte que poderia ter sido repentina pelos riscos que corria. Calei-me, eu consenti. Eu o pertenci, eu o amei. Embora ele nunca tenha ouvido minha boca dizendo que 0 amava, jamais ouvirá. Salvo no dia de hoje, quando me revelo sem disfarces para me afasta-lo de uma vez por todas. Quando chego à pureza deste sentimento, é também quando meu peito sangra com um punhal encravado no peito.

Quero que ele nunca mais retorne, não faça despedidas para eu não cair, saia definitivamente da minha vida. Posso ser julgada como uma princesa covarde e fria. Frieza e, principalmente, covardia foi o que recebi dele. Estou usando próprias armas dele para acabar com ele mesmo, para destruí-lo dentro do meu eu e me destruir um pouco também. Sentirei falta, construirei novamente este pedaço de mim mesma.

Ele experimente do próprio veneno. Este já me arrasou algumas vezes, eu sobrevivi a esta pequena dose supostamente letal e assim será. Ficará sem mim, não sentirá o cheiro do meu perfume e nem a doçura dos meus lábios. Sairá por aí buscando em outros corpos o único corpo que o completa, como eu fiz. Dormirá, se conseguir, imaginando onde e com quem eu passei a noite. Quando chamado dele aparecer diante dos meus olhos vou fingir que não ouvi. Se alguém me perguntar se recebi o recado, direi não. Preocupar-se-á com o falto de eu estar viva ou morta. Imaginar-me-á num caixão fúnebre e irá levar tantas flores quantas as que ele me entregou ou prometeu entregar em vida.

Quebrei as regras, passei por cima de alguns dos meus valores e enfrentei muito mais fantasmas do que se possa imaginar. Posso ser tão forte agora quanto fui ao aceita-lo. Encontrarei outras bruxas, enfrentarei monstros, estarei solitária em torres, andarei na floresta escura... Porém um dia, um outro cavaleiro mais forte e autêntico virá ao meu encontro. Encerrar-se-á um ciclo onde ele não está, não por ausência física, mas por incompetência para torna plena uma realidade que vivemos juntos há anos. Que este fim se faça como seu início, cheio de mistérios e conflitos jamais compreendidos.

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Crica Fonseca
(Texto escrito em 2005)

domingo

Euzinha em 19ººººººººººº....

(Crica Fonseca)

Um amigo para as Crianças

(Crica Fonseca)

Fotos: eu lendo, eu e meu padrinho

e minha Promessa Escoteira...



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Desde criança sempre gostei de livros. Antes mesmo de saber ler eu já imaginava as estórinhas de acordo com as figuras que via. Depois de anos descobri que uma grande parte dos livros que lia quando ainda não sabia ler estavam escritos em francês, inglês e português. Para mim a língua escrita era indiferente, eu sabia tudo o que estava ali. Aprendi a falar antes do tempo. Segurava o lápis perfeitamente antes mesmo que alguém pudesse ter me ensinado. Meu mundo encantado estava ligado as letras, figuras e formas que eu repetia e repito até hoje em tudo o que faço. Lembro-me que eu adorava estar sempre envolvida em algum teatrinho para crianças. Decorava os textos e adorava vestir fantasias. Brincar carnaval não era apenas dançar, era como ser um personagem em ação. A arte e a literatura me acompanham desde cedo. Não sei contabilizar quantos livros e fragmentos fizeram parte da minha vida, o que sei é que não há de existir a minha vida sem eles ao meu lado. Alguns foram mais marcantes, como os para crianças produzidos por Walt Disney. Lembro-me dos livrinhos do Tio Patinhas e toda a sua turma em uma coleção de livros individuais de acordo com as características de cada personagem. O Professor Pardal e seu assistente o Lapadinha, eram inventores malucos com suas maluquices. Meu primeiro livrinho de receitas era da Avó do Pato Donalds. Meu pai viajava muito e comprava coleções inteiras para mim. Poucas pessoas podiam adquirir este material naquela época. Tive a oportunidade de conhecer contos que até hoje não chegaram ao meu país, como os contos Alemães. Talvez algumas pessoas já tenham ouvido falar de Heide e alguns outros. Um dia sei que vão virar filmes como a grande maioria deles para que todos possam conhecê-los. Na televisão minha diversão era ver o balé, ficava vidrada. As bailarinas pareciam criaturas encantadas. Gostava também de uma família muito estranha que se chamava Família Barbapapa. Será que alguém ainda se lembra deles? Minha mãe como professora me trazia os livros relacionados à cultura e ao folclore brasileiro. O Saci Pererê. A Onça Pintada. Os Contos Indígenas. A Luta de Bois. O Macaco sapeca que ficou grudado na boneca de cera. Até hoje sou apaixonada por estórias infantis. Queria ter namorado o “Menino Maluquinho”. Ziraldo me encanta em seus livros para os pequenos que começam a descobrir o mundo. Eu não lia muito Gibi porque me dispersavam as figuras. Eu nunca acabava de ler. Se eu não gostasse do texto inventava um pra mim usando dos quadrinhos divertidos. E não há como resistir a uma revistinha da Turma da Mônica. Tenho o maior orgulho desta grande produção nacional e que hoje o mundo inteiro conhece. Minha primeira bíblia era meio assustadora, tinha o formato de um olho enorme na capa, mais parecia coisa de filme de terror. Ainda bem que a Bíblia da Mônica me salvou! Eu brincava com meus amiguinhos de falar como o Cebolinha e tinha preconceito em relação ao Cascão. Quando eu fui crescendo descobri que ele era “gente boa”. Assim fui vivendo a presença dos personagens no meu dia a dia. Aprendi a desenhar com Daniel Azulai. Gostaria de agradecê-lo por ter me ensinado a desenhar. E a Turma do Tio Maneco? Depois veio o Sítio do Pica Pau Amarelo. Ah! Este dispensa comentários. Passava na hora do almoço, antes do jornal. Era a hora que eu chegava da escola e minha mãe obrigava a gente a ficar esperando meu pai chegar para almoçarmos todos juntos. Quem ligava? Bom mesmo era ver o que a Emília tava fazendo... Foram melhores as primeiras etapas inventadas para televisão sobre as obras de Monteiro Lobato. Depois disso, minha vida escolar não me deixava estar muito tempo ligada a programação da televisão, o que me ajudou muito também. Eu passei a conhecer e inventar estórinhas escritas na escola. Minhas primeiras frases foram baseadas no livro do Ataliba e seu fiel cachorro Totó. Lembro de ter me encantado pelo som das palavras e ficar pela casa repetindo os fonemas. Justamente nesta época eu estava travando umas das minhas batalhas com as palavras porque tive perda auditiva, que mais tarde fora estabilizada. Com mais força ainda os livros se tornaram meus companheiros de longas e boas conversas. Entrando no Movimento Escoteiro como "Lobinha", ainda em fase de alfabetização, me deliciava com a vida de Mogli. Aprendi virtudes com as aventuras do Menino Lobo. Cada chefe era chamado pelo nome de um dos personagens do livro, aquele que mais fosse parecido com a sua personalidade. Era como se eu pudesse acreditar que os personagens haviam saído de dentro do livro e se tornavam pessoas reais com quem eu interagia. Estas experiências foram vivenciadas antes mesmo de eu ter completado meus dez anos de idade. É fantástico poder estar neste mundo de sonhos e realidade. Aprendi muito com meus amados personagens e suas estórias...










Penso em um dia escrever livros para crianças e adolescentes.
Os adultos da modernidade precisam dar a eles a possibilidade
de imaginar o mundo encantado por trás das palavras.
Adultos, prestem muita atenção no material literário que
está sendo oferecido hoje para suas crianças!!!
Isso define valores e incentiva a criatividade.
A vida globalizada exige criatividade para a sobrevivência.
Não pense que isso é fantasia boba de criança...
Isso é o mundo mágico ainda desejado por adultos em seu íntimo.
Mas eles cresceram, assim como eu, tiveram sua chance.
E os pequeninos de hoje? Será que eles podem sonhar com qualidade?
Deixo então minha reflexão e algumas fotos de quando eu era um desses
"Pequenos Aventureiros" a descobrir o mundo que nos cerca.
Para recordar minha infância coloquei uma
sequência de músicas de A Arca de Noé.
Espero que gostem e consigam sempre
estar em contado com a crinça que
existe em cada um de nós.



Crica Fonseca

quinta-feira

Preconceito

Preconceito é um juízo preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude discriminatória que se baseia nos conhecimentos surgidos em determinado momento como se revelassem verdades sobre pessoas ou lugares determinados. Costuma indicar desconhecimento pejorativo de alguém ao que lhe é diferente.
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É impossível encontrar alguém que não tenha preconceito, já que internalizamos sem perceber muito da nossa herança cultural geralmente carregada de formas sutis de recursos diferentes. "Pre-conceito" significa conceito formado antecipadamente, sem adquado conhecimento dos fatos.
Os antropólogos nos ensinam que, ao avaliarmos os costumes de outros povos temos têndencia de partir de nossos valores culturais, o que representa uma atitude etnocêntrica. Quando isso acontece, corremos o risco de procurar neles "o que lhes faltam" e esquecemos de ver com clareza o que eles são de fato.
O preconceito leva à discriminação quando pessoas são classificadas pela sociedade "diferentes". Tais como pobre, Negros , Homossexuais, Mulheres, Idosos, Loucos e tantos outros são considerados inferiores e excluídos dos privilégios desfrutados por aqueles que se consideram "melhores".
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Muito bom para pensar antes de
sair julgando todo mundo...
Recomendo este site!
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Crica Fonseca

terça-feira

Miss Guided


Acordei pela manhã sem saber onde estava e nem que horas eram. Não me interessava voltar pro meu mundinho de rotinas. Trouxe comigo o gostinho bom de quem esteve num outro planeta qualquer. O melhor de tudo foi ter me sentindo fora do ar. Estava tudo fora da ordem... Pra que ordem mesmo, heim? Em meus delírios peguei minha vassoura dia trinta e um de outubro e ao final da noite fui Miss _ Miss Guided. Entre Bruxas e Emos me restaram olhares curiosos e uma faixa de “a mais bela”. No dia seguinte, de repente, eu estava num inferninho hardcore. Foi bom para me lembrar dos velhos tempos e melhor ainda para perceber que estamos melhores a cada ano que passa! A incoerência parecia piada dentro de mim. Peguei-me rindo de mim mesma. Senti-me menina e velha. Feia e linda. Esteticamente fora do padrão e desejada por quem dita padrão de beleza. O que meu professor de academia estava fazendo naquele lugar? Quase consegui esconder a sensação de ternura por um que já me fez passar raiva. Só alguém com uma alma grande poderia ver o que estava trancado lá dentro do meu coração, e viu. Fiz pouco caso disso. Como dizem os mais novos; “não dá nada, se der é pouca coisa!”. E não deu mesmo... Também não dei o braço a torcer, mas torci o nariz de ciúmes. Outro que me chamou atenção tinha um metro e noventa e cinco de altura, grandes olhos verdes, lindos cachos castanhos e se intitulava metrossexual. Socorro! Eu mereço ouvir isso? Ah! Hahahaha... Vi uma garota de programa que tinha acabado com o namorado e a pobre menina lésbica de quatorze anos. E os caras do pó? Duplinha estranha aquela, credo! O tatuador, sempre na dele, perecia muito bem e os meninos diziam que ele teria mãos de fadas no depois da noitada. Uma vez entre amigos não voltei pra casa. Quando consegui deitar-me um pouco pensei que lá estava eu dormindo numa cama de casal que não era a minha e sozinha, claro. Deixei a porta fechada pra ninguém entrar. Ninguém de fato entrou, mas não me deixaram cair no sono por causa do barulho. A nova namorada do meu grande amigo e dono da casa foi uma ótima companheira de balada e de cozinha. Sempre gosto de pessoas que curtem a natureza, reggae e trance _ acho que seremos boas amigas. Já se passava do meio dia e o pessoal precisava comer e fomos as duas para as panelas. Há muito tempo não me divirto tanto como neste final de semana. Mais de vinte e quatro horas pra bruxa nenhuma botar defeito! Definitivamente, eu estava mesmo precisando me desligar do meu dia-a-dia muito sério e cheio de responsabilidades. Eu havia me esquecido como pode ser bom ficar de bobeira, ficar “curtindo lombra”. E quem liga se eu me desligo uma vez ou outra? Eu nem preciso de drogas para isso. Imagine se eu usasse? (Rsrsrsrs...) De volta a vida me sobrou os risos e a certeza de que eu não preciso levar a vida tão a sério!




Crica Fonseca

segunda-feira

RELACIONAMENTO - Arnaldo Jabor‏

Sempre acho que namoro, casamento, romance, tem começo, meio e fim. Como tudo na vida.
Detesto quando escuto aquela conversa:' -Ah,terminei o namoro...-Nossa, estavam juntos há tanto tempo... -Cinco anos...que pena...acabou....- É...não deu certo...'Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou. E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam. Às vezes voce não consegue nem dar cem por cento de voce para voce mesmo, como cobrar cem por cento do outro? E não temos essa coisa completa.
Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama. Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel. Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador. Às vezes ela é muito bonita, mas não é sensível. Tudo junto, não vamos encontrar. Perceba qual o aspecto mais importante para voce e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro. Quando existe aquela afinidade de 'pele' com alguém, pode ser o 'papai com mamãe' mais básico, que é uma delícia. E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo também é importante...e se o beijo bate...então pode se jogar...se não bate...peça mais um Martini, por favor...e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te querem mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer.Não brigue, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvidas, problema dela, cabe a você esperar.... ou não. Existe gente que precisa da ausência para querer a presença. O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama. Que graça tem alguém do seu lado sob pressão? O legal é alguém que está com você, só por você. E vice versa. Não fique com alguém por pena.Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento. Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói. Muitas vezes voce vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração... Faz parte. Voce convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo.E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse... A pior coisa é gente que tem medo de se envolver. Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear. E nem todo sexo bom é para descartar... Ou se apaixonar... Ou se culpar...
Enfim...quem disse que ser adulto é fácil ???
(Arnaldo Jabor‏)

Procura-se um Gastrossexual

Primeiramente gostaria de recomendar o blog:
http://vivendosolteiro.blogspot.com/
Tem um texto muito bom sobre Homens Gastrossexuais.

Para pessoas que usam a culinária como forma de sedução,
aqui vão minhas dicas para os que são adeptos da Cozinha Vegetariana.
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Moqueca de Soja
Ingredientes:
· 1 Pimentão Vermelho
· 1 Pimentão Amarelo
· 1 Pimentão Verde
· 1 Cebola Grande
· 1 Tomate Grande
· 1 e ½ Copo de Leite de Côco
· ½ Copo de Extrato de Tomate
· Soja em Cubos
· 1 Limão ou 1 Laranja
· Azeite de Oliva
· Alho Socado ou Tempero de Legumes
· Cheiro Verde e/ou Cebolinha a gosto
· Pimenta do Reino a gosto
· Sal
Preparo: Deixe os cubos de soja em água morna por 15 minutos. Retire a água, corte pedaços menores e descanse a soja no suco de limão ou de laranja até a soja ser colocada na panela. Corte os pimentões, a cebola e o tomate em rodelas grandes. Numa frigideira funda coloque o azeite, alho ou tempero de legumes e a cebola para dourar. Acrescente o tomate e deixe até desmanchar as rodelas. Acrescente o extrato de tomate. Coloque a soja sem o suco na frigideira. Acrescente o cheiro verde e/ou Cebolinha a gosto, sal e pimenta do reino. Deixe ferver por alguns minutos até a mistura parecer homogenia. Coloque os pimentões sobrepostos na seguinte ordem: vermelhos, amarelos e verdes. Tampe a panela por mais cinco minutos. Desligue o fogo e acrescente o leite de côco misturando levemente para ser servido como quiser.
Sugestão de Acompanhamento: Arroz comum ou Arroz Integral. Suco de frutas da época ou Vinho Branco.
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Arroz Integral com Shitaki
Ingredientes:
· 1 Cebola Média
· 1 Xícara de Shitaki
· 1 e ½ Xícara de Arroz Integral
· Azeite de Oliva
· Alho Socado ou Tempero de Legumes
· Pimenta do Reino a gosto
· Sal
Preparo: Corte a cebola em quadrados pequenos ou rale se preferir. Ferva aproximadamente cinco xícaras de água. Doure a cebola com o alho ou tempero de legumes juntamente com o azeite. Acrescente o shitaki cortado em tiras finas e misture. Após lavar o arroz integral em água corrente misture os ingredientes na panela por alguns minutos. Acrescente a água fervendo cobrindo todo o arroz. Deixe um a dois dedos de água acima do arroz. Cozinhe o arroz até a água ter secado no fundo da panela. Desligue o fogo e misture bem os ingredientes novamente antes de servir.
Sugestão de Acompanhamento: Farofa de Nozes (ver receita). Salada Verde. Legumes com coloração vermelha ou laranja. Suco de frutas Cítricas.
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Farofa de Nozes
Ingredientes:
· 2 Xícaras de Nozes Picadas
· 1 Xícara de Grão de Trigo Germinado
· 1 xícara de Uva Passas
· 1 Xícara de Linhaça
· Noz Moscada a Gosto
· Sal
Preparo: Triture as nozes. Acrescente todos os ingredientes citados: grão de trigo germinado, uva passas, linhaça, sal e noz moscada. Misture bem e sirva. Use como acompanhamento para outros pratos.
Sugestão de Acompanhamento: Arroz comum ou Arroz Integral. Salada Verde. Legumes e Verduras. Carne de Soja preparadas de diversas formas. Suco de frutas da época.
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Molho de Tahine Com Canela
Ingredientes:
· Um Pote de Iogurte Natural (Integral ou Desnatado)
· Uma colher de chá de molho de Tahine
· Uma colher de sopa de molho de Mostarda
· Uma colher de sopa de Canela em Pó
Preparo: Misture os ingredientes muna vasilha com uma colher até a mistura ficar homogênea e sirva como tempero.
Sugestão de Acompanhamento: Saladas variadas, legumes e verduras. Pães. Sanduíches e lanches rápidos.
Minhas Receitas!
Crica Fonseca

sexta-feira

(Crica Fonseca)



Já fui ao fundo da minha tristeza e saí quebrada. Depois de juntar os caquinhos fiquei com medo de me machucar outra vez, recuei. Acho que ainda temerei o desconhecido e terei que segurar as mãos suadas para disfarçar minhas inseguranças.
Quer saber? Vou continuar até o fim! Me levantarei todas as vezes que eu cair... Sempre sobrevivo. Então, procuro estar melhor em minha própria "sobre-vida". Não para amortecer a queda, mas para entender que é preciso continuar a luta.
Estou aqui de peito aberto. Olha, tem gente que morre de inveja da coragem que o medo me trouxe. Erro, avalio minhas emoções _ psicoterapia ajuda muito nestas horas. E me perdoarei porque serei eternamente imperfeita. Tentarei fazer diferente da próxima vez. E tem gente por aí que jura que eu sou forte! Ah! Hahahaha...




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(foto - eu)

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Andando pelos meus blogs favoritos,
escrevi este textinho em um cometário.
Gostei da forma dele e resolvi publicar.
Ficou a minha cara. E, bola pra frente!!!
Não quero pessimismo por aqui, por isso
deixo o meu sorriso na minha foto ao lado.
Bom Final de Semana!
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Crica Fonseca

Mix

(Crica Fonseca)


O velho rumo de todas as coisas
O velho mix de todas as cores
Um coração na mão
e um ouvido que quer ser passarinho
Um brilho no olhar
e uma boca a ser beijada
Amores que chegam
e o peito partido
Sem promessa, sem pressa
Sem ser o que deveria , ser dever
Um sem em cem com tantos
Vazio que preenche o pensamento
Sentido, sentir, assentado
e assertivo sentimento
Uma lágrima
e um cérebro em sofrimento




Me vi novamente no meio de um turbilhão. Como esta não seria nem a primeira
e nem a última vez que eu passaria por isso resolvi fazer o enfrentamento
necessário. Poderia ter me iludido. Felizmente, não preciso mais disso.
Há coisas que a experiência nos ensina. É, como dizem; "Para bom
entendedor meia palavra basta!". Meu coração estava inquieto,
meu sexto sentido aguçado. Havia algo de errado no iniciado
relacionamento de pouco tempo... Não quis jogar, mas isso me foi imposto.
Quando preciso entrar no jogo o desencanto infelizmente me acompanha.
Eu não queria ser racional. Porém a razão foi requerida.
Vai começar o afastamento, o caminho do término.
Eu não vou brigar, nem impor regras.
Deixe acontecer naturalmente. Como a morte, num ciclo natural de vida.
Faz-se a despedida permitindo assim a abertura para um outro mundo novo.
Ele não precisava ter prometido nada... As atitudes revelaram suas intenções.
Que pena, já o excluí quase sem querer. No jogo, hora se ganha e hora se perde.
Quando se joga há sempre um perdedor.
E desta vez destruímos o nosso objeto de desejo num golpe sórdido.
Isso dói! Mas passa... Não vou morrer por isso, nem me fechar,
muito menos pensar que está tudo acabado comigo.
Deixarei a porta aberta para o próximo adorável
e ainda não conhecido intruso entrar.
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Crica Fonseca

Dor que Corrói

Por que as pessoas sofrem por causa do amor? Um autor que li certa vez explicava que o sofrimento está na expectativa que o que diz que ama lança para as atitudes daquele que considera "amorável", passivo de suprir as necessidades e carências expostas como feridas. O pobre "passivo"_ que nada tem de passividade enquanto se relaciona, é receptor de cobranças e nem se percebe do buraco que está entrando... Uma simples ação tem amplitude suficiente para a criação de uma arma química: Gastrite!




Crica Fonseca

segunda-feira

Assim para Ela... E, assim para Ele!

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Estive viajando...

Ainda não tive tempo para

preparar meus textos do Blog.

Mas deixo este vídeo para vcs!!!

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Crica Fonseca

sábado

História e Sexualidade

(Crica Fonseca)



É interessante prestarmos atenção no quanto a sexualidade influenciou as mais diversas sociedades ao longo dos anos. O comportamento sexual define a história de povos, seus valores e crenças. O papel da reprodução humana é sempre fundamental para incentivar encontros e desencontros entre homens e mulheres.

Foi a habilidade feminina de atrair os homens e mantê-los interessados em relações sexuais que os deixavam convivendo em grupos. Os homens voltariam para o núcleo social depois da caça. Quando necessário trariam o sustento para a prole e desejavam estar junto as suas parceiras. Grandes grupos se formaram a partir daí.

Inicialmente havia várias formas de relacionamento: homossexuais, heterossexuais, monogamia, poligamia ocasional ou regular, abstinência para evitar filhos. Chineses, indianos e árabes produziram o Tao, o Kama-Sutra e o Jardim Perfumado. O prazer sexual era tão importante quanto as atividades não relacionadas a ele.

A capacidade de adquirir bens definia a necessidade de se retê-los concentrados e formava famílias. Em alguns lugares foi permitido ao homem ter mais esposas, desde que ele pudesse sustentá-las.

Ao final do século XII, as mulheres foram condenadas por serem atraentes e sedutoras. A Inquisição levou moças virgens e mulheres acusando-as de serem “obras do demônio”, dizendo ser bruxaria a busca pelos prazeres da carne.

Mais tarde, mulheres com poder castrador de mães interferiram na sexualidade e tudo aquilo que fosse diferente da intenção de fidelidade seria um erro; masturbação, relações homossexuais e erotismo. A felicidade estava relacionada ao sexo reprodutor. Mulheres castradas castravam homens. Eles as detinham e se tornavam escravos de suas próprias escolhas.

Aos poucos as sociedades matriarcais eram substituídas pelo patriarcado. Foi enfatizada a prostituição e o adultério. A repressão aos desejos sexuais abriu também caminho para os estudos sobre o assunto. O controle da natalidade, além da descoberta científica relacionada aos impulsos sexuais, começava a mudar os conceitos sobre sexo.

Medicamentos para evitar a gravidez deram vazão aos desejos das mulheres. A revolução sexual feminina trás uma nova visão das relações. Hábitos foram renovados entre homens e mulheres e houve maior permissividade nas relações. Houve o aumento do erotismo, a busca e a exigência no desempenho sexual dos pares _ entre estas a maior qualidade durnate o ato sexual, como os estimulantes sexuais masculinos (viagras e similares).
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Mas foi a doença que causou o medo no instante em que tudo parecia melhor, ao mesmo tempo em que deu a ciência o desafio de tornar o prazer sexual uma prática de vida saudável. Atualmente sexo e saúde estão interligados. A eficiência para dar e receber o prazer também faz a manutenção das relações, desde que haja recursos para a não doença ou morte de seus praticantes.

Em pleno Século XXI, voltamos àquilo que buscamos desde o início da nossa história; a incerteza sobre como alcançar a melhor maneira de relacionar-se sexualmente e um intenso desejo independente do gênero. Ainda não conseguimos vivenciar a nossa sexualidade buscando o prazer de forma verdadeiramente livre de preocupação, culpa, conceitos e pré-conceitos.





Crica Fonseca

domingo

Puro e Profano

(Crica Fonseca)

Ontem conversei com amigos místicos da cidade. Discutimos sobre crenças, valores, arquétipos, nossos medos e manias. Contei a eles que um cigano havia me dito que eu tenho o rosto de menina por ter uma cigana criança comigo. E quando eu trabalho ajudando pessoas, é uma velha cigana sábia quem me acompanha. Entre uma e outra, outras ciganas estão presentes e que eu haveria de descobrir segundo ele. Ele também me aconselhou voltar a dançar para eu me encontrar novamente. Apesar de curiosa, não faço parte de nenhum tipo de grupo relacionado ao mundo cigano. A conversa foi ficando interessante. Num determinado momento chegamos à A Imperatriz, o quanto esta carta se parece comigo e foi ela a inspiração para o nome do meu antigo blog. Um dos meus amigos fez uma analogia entre o jeito da criança, o comportamento da velha e a carta número 3 do tarô (A Imperatriz).

Este amigo defendeu que na criança e na velha sábia não havia sexualidade implícita e nem explícita. Na carta de tarô encontrava-se o Poder Feminino sob os Governos e Homens; a Inteligência e o Amor Genuíno, Cultura e Espiritualidade e, principalmente, é símbolo da Razão. “_Onde está a sexualidade?”. Perguntava ele como se inspirado por uma intuição que não queria calar. Fiz-me de ouvinte para perceber se aquilo fazia algum sentido. Falar sobre sexo para os outros é fácil, vivenciar sua própria sexualidade exige conflitos. E acho que apesar de tudo sou muito tranqüila em relação a minha sexualidade. Permito-me aos meus conflitos, devaneios e aventuras. Porém, talvez eu esteja dando pouca importância a eles.

Hoje compreendo sexo sem compromisso, compromisso sem sexo, sexo e amizade, casamento sem sexo, casamento sem amor, amantes e traições sem intenção de trair quem se ama... Mas não me permito viver estas experiências assim desta forma, tenho a esperança de sexo por amor. Mesmo que não seja para sempre, será eterno em minha memória todo aquele que eu amar verdadeiramente e me deitar com ele para dar sentido completo à relação. No fundo as minhas exigências são estas, procuro e vou buscando entre tentativas e erros meu parceiro ideal sem que ele seja exatamente perfeito. O que quero é presença e cumplicidade, até para eu me sentir mais a vontade. É muito bom poder ousar com quem se gosta_ sem querer padronizar este gostar. Duvido que a modernidade tenha criado mulheres tão insensíveis a ponto de elas, assim como eu, abandonarem a graça da conquista e da sedução. Há necessidade de carinho, segurança e consolo em cada uma delas.

Insisto em ver o encontro dos corpos durante o sexo como sagrado, metafísico, algo além da carne. Embora neste momento o profano exista e persista como um caminho para este encontro_ isso já não me assusta mais. Tudo isso parece um monte de conceitos profundos e ao mesmo tempo sem sentido, um quebra-cabeça e ainda não sei qual a figura final _ Então, deixa rolar! Enquanto isso eu vou ensaiando minha assertividade, ou não.




Tento derrubar as barreiras físicas que
me deixariam mais próxima do sagrado num universo palpável.
Busco controlar impulsos e demônios que impedem a minha evolução.
É também nesta hora que aumentam as minhas paixões e os meus desejos,
as ilusões dos sentidos. O que eu sinto de mais puro é o que eu faço de mais profano!
Tudo parece tão antagônico, mas não quero parar agora.
Não é hora de fugir deste adorável desafio.
E persisto no caminho ...



Crica Fonseca

quinta-feira










Delicada e efêmera é beleza das flores.

Eterna e transcendente é a música...

E o Amor é o possível ao coração

E impossível àqueles que não o compreendem!




Crica Fonseca

segunda-feira

Por que vocês homens são assim?















O VenTo

[...]

Musashi: _ Joutaro! Não fique nervoso e me escute até o fim, com calma. Tem que saber que em muito breve, estarei em situação de vida ou morte.

Joutaro: _Mas você vive dizendo que um samurai tem de acordar a cada manhã preparado para morrer antes do final deste dia! Isso não deve ser nenhuma novidade para você!

Musashi: _ É verdade! São palavras que digo a todo instante, mas como soam como uma nova lição quando você as diz. Esta vez, porém, é diferente de todas as outras... Tenho de estar preparado para enfrentar o duelo... É por isso que não devo me encontrar com Otsu-san

Joutaro: _ Mas por quê? Por que, mestre?

Musashi: _ Mesmo que eu lhe dissesse o porquê você não entenderia. Um dia quando você crescer compreenderá. (...) Não diga isso a Otsu-san, ouviu bem? Se ela está doente, diga-lhe que Musashi pediu para sarar logo, escolher um rumo na vida e ser feliz... Entendeu, Joutaro? Diga-lhe que foi o que eu disse antes de partir, mas não conte o resto.(...).

Joutaro: _ Mas, mestre... _choramingou_ Assim é demais! Tenha pena de Otsu-san! Tenho certeza de que se eu contar o que aconteceu hoje, ela vai piorar! Tenho certeza!

Musashi: _ Então dia a ela que não adianta nos encontrarmos agora, quando eu ainda estou aprendendo a ser um guerreiro, isso apenas nos tornará infelizes. Quando vencemos as adversidades ou buscamos suporta-las com estoicismo, quando nos lançamos voluntariamente num vale cheio de dificuldades, só então o aprendizado se torna significativo. E agora, Joutaro, não se esqueça que terá também de percorrer esse caminho para se tornar um guerreiro completo. (...) Um guerreiro nunca sabe quando vai morrer, isso é parte do seu cotidiano. Depois que eu me for deste mundo, procure um bom mestre, entendeu Joutaro? Quanto a Otsu-san... Futuramente, quando ela tiver encontrado a felicidade, há de compreender porque não a procuro agora... Ela deve estar se sentindo muito solitária sem você. Entre, volte para perto dela e trate de dormir também, Joutaro.

Embora fosse às vezes obstinado, Joutaro pareceu compreender pelo menos parte dos dilemas de Musashi. Provava-o a sua atitude: de costas, ressentido soluçava em silêncio. O ressentimento e o soluço vinham da incapacidade de resolver o problema. O pequeno coração, do meninos de aproximadamente doze anos, se confrangia de pena de Otsu e de saber que era inútil insistir com Musashi.

Joutaro: _ Neste caso _ disse o menino, voltando o rosto em lágrimas com uma ponta de conformismo, quando você terminar seu aprendizado... Nesse dia você virá encontrar-se com a Otsu-san, mestre? Quando enfim chegar o dia em que você considerar concluído o seu aprendizado?

Musashi: _ É o que mais desejarei quando este dia chegar._ E quando será este dia?_ Como posso saber?_ Daqui a dois anos?_ ... _ Três anos?_ Ando por um caminho sem fim._ Isso quer dizer que pretende nunca mais se encontrar com Otsu-san?_ Se eu realmente tenho talento, pode ser que um dia obtenha sucesso. Mas posso não o ter, e neste caso talvez chegue ao fim da vida como um simplório inútil. (...) Como pode um homem nesta situação prometer alguma coisa a uma jovem na flor da idade, que tem o futuro inteiro pela frente?

Joutaro pareceu não compreender direito as explicações quase involuntárias de Musashi, e voltou-se com ar vivo;

Joutaro: _ Mas mestre, você não precisa prometer nada a ela, basta apenas que a veja!

Quanto mais Musashi se explicava, mais se sentia incoerente e confuso, e sofria com isso.

Musashi: _ Não é tão fácil assim, Joutaro. Otsu-san é uma mulher e eu sou um homem. Sinto-me constrangido em ter de confessá-lo, mas se me encontrar com ela, sei que serei vencido por suas lágrimas, que elas quebrarão minha firme decisão.(...)

Agora, porém, à medida que a antiga selvageria começava a ser educada, o jovem Musashi começava a perceber certa dose de fraqueza em sim mesmo.Compreender o valor da vida já fora suficiente para ensinar-lhe o medo. (...) Com relação as mulheres, especificamente, Musashi havia percebido através de Yoshino como elas poderiam ser atraentes e, ao mesmo tempo, quantas paixões diferentes despertavam dentro dele. Neste momento Musashi não temia esses objetos tentadores propriamente ditos, mas o próprio coração. E se o objeto tentador era Otsu, ele já não tinha certeza de mais nada. Por outro lado, era impossível pensar nela como um simples passatempo, desconsiderando seu futuro.


[...]

(Musashi; Eiji Yoshikawa – Vol.I)

Mesmo gostando de Otsu, Musashi (O Samurai) decide não vê-la e seguir em sua luta...
Por que não viver um grande amor?
Por que alguns homens não se sentem preparados?
Por que outro homem deve faze-la feliz se ela o ama verdadeiramente?
Eu não me conformo em deixar um amor para depois!
Por que os homens são assim?



Crica Fonseca

quinta-feira

Minha Doce Vida

(Crica Fonseca)

*Minha Madrinha e Eu aos três anos de idade
durante minha festa de Aniversário


Hoje saí mais cedo do trabalho. Saí pra ver o dia... O dia estava quente e o sol não se via, mas dentro de mim vi um mundo lindo. Paguei algumas contas. Sinto-me aliviada quando consigo pagar tudo direitinho. Passei no salão de beleza _ como tem mulher feia lá, eles fazem milagres! Eu estava com saudade de algumas pessoas. Liguei do meu celular para elas. Ainda bem que estou numa promoção onde posso ligar para telefones fixos e outros da minha operadora. Liguei dizendo que liguei para dizer “oi”... Todos foram muito receptivos, sempre são. Como posso ser uma pessoa querida e às vezes correr tanto e me esquecer disso? Foi muito bom poder rodar de carro só para olhar a paisagem e ouvir uns e outros. Cheguei em casa e vi que a chuva estava vindo. Há meses não chove por aqui. Fiquei feliz ao sentir o cheiro de terra molhada. As flores devem estar contentes também. A cidade vai ficar mais linda depois da tempestade. Amo tempestades! Deixei a cortina da janela bem aberta, quero ver os raios e trovões. E sentir um friozinho na barriga... Passei para ver o Blog, meu querido “Botas”. Acho ótimo ver o que o pessoal escreve _ Obrigada pelos comentários! É bom ficar deitada na cama lendo vocês, sabia? Vou para cozinha agora para fazer uma massa com legumes ao vinho. Inventei esta receita no mês passado. Sei que não é para o paladar de todos o meu jeito vegetariano de comer. Pra mim é uma delícia! Talvez eu deixe velas perfumadas acesas durante o banho. Não tenho programa para noite ainda, deixa rolar... Ou tenho um filme que não assisti na estante. Mesmo que eu fique em casa vai ser gostoso poder dormir. É sempre bom parar para olhar e sentir as coisas boas da vida. Amo minha vida!
Crica Fonseca